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REALIZAÇÃO  |
 

Teatro

Experimental de Arte

Título 1

Recife
16 e 17/10 - 19h
Teatro Barreto Jr.

Apoio

A circulaçõa deste espetáculo foi possivel com o apoio do COINCIDÊNCIA – Intercâmbios culturais entre Suíça e América do Sul, um programa iniciado e organizado por Pro Helvetia, a Fundação suíça para a cultura 

Martin Luther Propagandpiece

Boris Nikitin - Suíça
70’ - 16 anos

Enquanto um coral está nos enganando com conhecidos evangelhos e canções de Natal, o virtuoso e radical ator Malte Scholz faz uma declaração de raiva e amor ao público: Quão livremente podemos agir, como podemos influenciar a realidade independentemente? E quando o radicalismo individual se transforma em ideologia, fundamentalismo ou terror?
Martin Luther Propagandapiece é sobre tomar decisões. Na verdade, é sempre uma questão de tomar decisões. Não é como se o assunto não estivesse em nossas próprias mãos. Independentemente de acreditar, amar, fazer uma mesa, matar alguém - ou morrer.

Martin Luther Propagandapiece ‘é exatamente o que o nome promete e, no entanto, também é um ato de equilíbrio muito delicado: um serviço religioso que é teatro. Durante sua estréia no Heiner-Müller-Festival, em Berlim, os espectadores saíam furiosamente do teatro, enquanto outros gritavam “Eu te amo!”. Após o convite para o festival “Impulse”, o Teatro Thalia, em Hamburgo, a renovada Plataforma de Documentação da Basiléia, São Petersburgo e o Festival NET de Moscou, a peça agora está viajando para o Brasil, com estreia nacional no FETEAG.

Direção e criação: Boris Nikitin / Texto: Boris Nikitin e Malte Scholz / Performance: Malte Scholz / Direção Técnica: Benjamin Hauser / Produção:Annett Hardegen / Regência do Coral: Anastácia Rodrigues / Coral: Josy Ventura, Yane Cordeiro Ramalho, Caio Almoêdo, Thais Melyssa Pontes, Emilly Dalponte, Jéssica Gabriella Santos Queiroz, Adriana Carneiro, Gidália Santana, Thiago Carlos, Lucas Ferr,  Luciana Cavalcanti, Camila Bastos, Inácio Dantas e Paulo César Freire.

Caruaru
17/10 - 20h
Teatro Rui Limeira Rosal


Recife
19/10 - 19h
Teatro Marco Camarotti

Apoio

Josefina la Gallina puso un huevo en la cocina

VACA35 - México
50’ - 16 anos

Esta galinha cuida dos seus ovos com cuidado. Ele nomeia cada um deles, enterra-os na areia para que eles sempre tenham a temperatura ideal, até os leva ao cinema e celebra seus aniversários. Este frango não é como os outros. Ele sobreviveu ao mar e ao amor, a canção incessante que vem da crueldade de uma criança e assassinatos sem sentido. Este valente ser humano migrou e sobreviveu e conta-nos a sua história, esperando que nunca mais, sob nenhuma circunstância, um homem se veja à beira de se tornar uma galinha.
Um homem de cabelos grisalhos e rosto cansado confessa com algum orgulho que é um frango. O que a princípio é percebido como uma farsa com cores fortes de absurdo é gradualmente revelado como uma história de violência, fragilidade, dor e, mais importante, sobrevivência não de um pássaro, mas de um homem que tinha que agarrar. de tudo o que foi para lidar com uma realidade que às vezes acaba por ser demasiado cru para ser verdade.

Dramaturgia: Criação coletiva de Vaca35Teatro en Grupo / Direção: Diana Magallón / Codireção: Damián Cervantes / Elenco: José Rafael Flores (ator), Alberto Rosas (músico) / Desenho De Espaço e iluminação: Natalia Sedano / Assistente De Direção: Mari Carmen Ruiz

Recife
18/10 - 19h
Teatro Barreto Jr.

Caruaru
20/10 - 19h
Teatro Rui Limeira Rosal

Apoio

A circulação deste espetáculo foi possível com o apoio do COINCIDÊNCIA – Intercâmbios culturais entre Suíça e América do Sul, um programa iniciado e organizado por Pro Helvetia, a Fundação suíça para a cultura 

Hamlet

Boris Nikitin - Suíça

90' 16 anos

O dramaturgo e diretor Boris Nikitin transforma Hamlet num espetáculo que transita entre a performance e os teatros documentário, musical e experimental. O enigmático performer e músico eletrônico Julia*n Meding é acompanhado por um quarteto barroco. O performer queer interpreta um Hamlet revoltado contra a realidade e também contra a plateia – assim como em Shakespeare, Hamlet se revolta contra sua corte real -, misturando detalhes de sua história de vida com a ficção. Vai ao microfone e canta electropunk bruto, esboços de canções cover, uma balada de Hollywood; músicas como fragmentos de emoções. O público, que ora é zombado, ora é seduzido, se percebe na zona de conflito entre ilusão e realidade, indivíduo e sociedade.

Direção e criação: Boris Nikitin /  Texto: Boris Nikitin e Julia*n Meding / Performance: Julia*n Meding / Canções: Julia*n Meding / Cenário e Figurinos: Nadia Fistarol / Vídeo: Georg Lendorff e Elvira Isenring / Concepção Musical: Boris Nikitin, Julia*n Meding, Matthias Meppelink e Der musikalische Garden / Técnico de Som: Matthias Meppelink / Supervisão Técnica e Iluminação: Anahi Perez / Produção: Annett Hardegen

Recife
18/10 - 21h
Teatro Barreto Jr.

Caruaru
20/10 - 21h
Teatro Rui Limeira Rosal

Apoio

A circulaçõa deste espetáculo foi possivel com o apoio do COINCIDÊNCIA – Intercâmbios culturais entre Suíça e América do Sul, um programa iniciado e organizado por Pro Helvetia, a Fundação suíça para a cultura 

Tentativa de morrer (Ensaio sobre o Morrer)(

Boris NIkitin - Suíça

50’ - 16 anos

Em 2017, um ano após a morte de seu pai, o autor e diretor Boris Nikitin começa a escrever a história da doença ELA - Esclerose lateral amiotrófica, do seu pai. A doença foi um processo curto: desde o diagnóstico até a morte, leva menos de um ano. Muito cedo, o pai abre o pensamento de considerar um suicídio assistido, uma saída.

Direção e criação: Boris Nikitin / Texto: Boris Nikitin e Malte Scholz / Performance: Malte Scholz / Direção Técnica: Benjamin Hauser / Produção: Annett Hardegen / Regência do Coral: Anastácia Rodrigues

Caruaru
18/10 - 20h
Teatro Rui Limeira Rosal


Recife
20/10 - 19h
Teatro Marco Camarotti

A vinda deste espetáculo conta com o apoio do Institut Français e Consulado Geral da França para o Nordeste.

Adaptação

(Teatro de Açúcar - Brasil/França)
60’ - 16 anos

 

Adaptação conta a história de personagens num momento de adaptação como meio necessário de sobrevivência: Um diretor teatral frustrado, que não consegue sair de uma crise criativa e decide mudar de profissão; Uma atriz recém chegada à cidade grande, que necessita se acostumar à solidão do novo estilo de vida; Um a transsexual que adaptou seu corpo para poder seguir vivendo nele; Um dinossauro que não sabe se sobreviverá às adaptações de sua espécie... Todos estão unidos por um drama em comum: o medo de morrer, se transformar, deixar de existir, como se alguém escrevesse ou adaptasse suas histórias, recriando, agregando e, o mais temível, eliminando personagens.

Texto, Direção e Interpretação: Gabriel F./ Assistente de Direção, e Iluminação: Igor Calonge / Música Original e Dir. Musical: Marco Michelângelo / Produção Musical: Rubi / Dir. Técnica: Rodrigo Lelis / Fotografia: Diego Bresani / Dir. de Produção: Lucas Magalhães / Produção: Teatro de Açúcar / Co-produção: Cielo rasO

Caruaru
Mudança de Local
19/10 - 20h
SESC Caruaru

Apenas o fim do mundo

(Grupo Magiluth - Recife)
90’ - 16 anos

Em sua permanente busca por novos desafios, em 2019 o Grupo Magiluth opta pela imersão na obra de um dos mais celebrados dramaturgos contemporâneos, Jean-Luc Lagarce, e em seus textos frequentemente verborrágicos, simples e comoventes. Envolvidos pela força da obra do autor, o grupo pernambucano decide montar a peça Apenas o fim do mundo, que conta a história de um homem que regressa à casa dos seus familiares para lhes dar a notícia de sua morte próxima. Após anos distante, Luiz compreende que é o momento de regressar, com o objetivo de contar pessoalmente à família sobre o seu fim.
Assim ele reencontra a mãe, a irmã e o irmão, além de finalmente conhecer a cunhada. Na tentativa de se comunicar, de dizer aos familiares quem é e como está, bem como quais são seus desejos e dores, Luiz não fala, apenas escuta. É esta a grande potência da peça: nada é dito e, no entanto, há uma torrente de palavras.

Direção: Giovana Soar e Luiz Fernando Marques Lubi / Assistência de Direção: Lucas Torres / Dramaturgia: Jean-Luc Lagarce / Tradução: Giovana Soar / Atores: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner / Desenho de luz: Grupo Magiluth / Direção de Arte: Guilherme Luigi e Luiz Fernando Marques Lubi / Fotografia: Cacá Bernardes / Realização: Grupo Magiluth

Caruaru
21/10 - 20h
Academia das Cidades - São João da Escócia

No Silêncio da Palavra

Iris Marcolino - Caruaru
50’ - Livre

O monólogo, defendido pela caruaruense Iris Marcolino, filósofa e doutoranda na Universidade Federal de Santa Catarina, sob direção de Moisés Gonçalves, ousa em uma narrativa intensa e esteticamente geométrica. O poético e a política dialogam com a personagem que vive os dilemas de Clarice e Mavê). A ideia surgiu a partir de vivências da autora quando identificou tantas inquietações em comum entre Mavê, personagem principal de sua obra, e tantos contos de Clarice, surgindo assim, uma proposta provocativa. Vida, Solidão e Política dão o tom nas nuances que tratam cada personagem. As molduras, ou janelas, são os portais por onde a trama se desenvolve.

 

Direção: Moisés Gonçalves / Atuação: Iris Marcolino / Designer Gráfico: Dany WR Ilustradora e San Auerbach / Música: Ivison Santos e Valdemar Neto

Caruaru

Dia 22/10 - 20h

Teatro Rui Limeira Rosal

Cartas

(Coletivo Caverna - Recife)
60’ - 12 anos

O espetáculo encena a troca de cartas entre Osman Lins e Hermilo Borba Filho no período entre 1965 a 1976, sob a tessitura poética e imagética do livro “Guerra sem testemunhas”, além de referências à outras obras de Osman. Sob as linhas de uma dramaturgia coletiva a encenação coloca o amigo Hermilo como “a testemunha invisível” de Osman no momento da escrita de sua obra. Um em Recife, o outro em São Paulo dividindo angústias sobre mercado editorial, questões sociais e de trabalho, como montagens de espetáculos.

 

“Cartas” desenvolve a postura ambígua e de trincheira de Osman como escritor. O tema central da obra é a resistência do artista, tão conhecida para escritores e pessoas de teatro. Logo, o espetáculo traz, numa abordagem histórica e documental, um panorama do Brasil dos anos de 1965 a 1976 sob a perspectiva da vida e da obra de Osman Lins, numa interlocução com temas e fatos da atualidade.

Direção: Luiz Manuel / Elenco: Fabiana Pirro Claudio Lira e Paulo de Pontes / Direção de Produção:  Naruna Freitas / Assistente de direção: Gabriel de Godoy / Iluminação: João Guilherme / Trilha Sonora: Alexandre Salomão / Desenho de som: Lara Bione /  Edição de vídeo: Gabriel de Godoy /  Figurinos: Giselle Cribari / Calçados: Jailson Marcos / Cenografia: Luiz Manuel, João Guilherme, Gabriel de Godoy, Naruna Freitas, Fabiana Pirro, Claudio Lira, Paulo de Ponte / . Cenotécnica: AT Pallets / . Assistente de figurino: Fabiana Pirro /  Identidade Visual: Aurora Jamelo /  Assessoria de imprensa: Tatiana Diniz 

Caruaru
23/10 - 11h e 16h
24/10 - 16h
Marco Zero

Mulher Barro

(Lume Teatro/Naomi Silman- Campinas)
45’ - Livre

A ação performativa Mulher Barro realizada desde 2016 por Naomi Silman – atriz com mais de 20 anos de pesquisas em teatro junto ao LUME Teatro – utiliza como matéria prima o barro, criando múltiplas relações com o corpo, a paisagem urbana e o público local, numa escuta dos estímulos externos sem desenho predeterminado, instaurando um contratempo ao ritmo da cidade. Durante a ação, a fotógrafa Mariana Rotili acompanha a Mulher Barro com a sua câmera, realizando uma narrativa-imagética e criando camadas de leitura que vão além do registro.

Criação e atuação: Naomi Silman (LUME Teatro) / Fotografia e aplicação de lambe lambe: Mariana Rotili / Registro de vídeo: Mariana Rotili / Técnico de som: Francisco Barganian / Produção: Juliana Kaneto (Caju Cultura) / Realização: LUME Teatro

Caruaru

23/10 - 20h

Teatro Rui Limeira Rosal

Soledad - A Terra é Fogo Sob Nossos Pés

(Hilda Torres- Recife)

65’ - 14 anos

O espetáculo conta a história de Soledad Barrett Viedma (1945-1973), militante paraguaia, que após ter lutado em diversos países da América Latina, veio militar no Brasil. No Recife, teve sua trajetória de lutas e idealismo interrompida brutalmente, em um dos episódios mais violentos da ditadura brasileira: o massacre da chácara São Bento. A obra, contudo, não se restringe a um caráter memorialista, mas abrange algo que se quer contar hoje, traçando um ousado diálogo entre o passado e o presente.

Dramaturgia: Hilda Torres e Malú Bazán / Atuação: Hilda Torres / Direção: Malú Bazán / Cenário e figurino: Malú Bazán / Desenho de luz: Eron Villar / Direção musical: Lucas Notaro / Produção geral: Márcio Santos / Produção Executiva: Áurea Souza Cisneiros e Anny Rafaella Ferli / Realização: Cria do Palco / Fotografias: Rick de Eça

Caruaru

24/10 - 20h

Teatro Rui Limeira Rosal

Opá, Uma Missão

Lívia Falcão - Recife
55’ - Livre

O espetáculo “Opá, Uma Missão”, monólogo da consagrada atriz e diretora Lívia Falcão, é a culminância de um processo de investigação artística e pessoal da atriz. Opá, Uma Missão traz à cena a Palhaça de Livia, Zanoia, uma benzedeira antiga, descendente direta da xamã mais velha, de terras distantes, que um dia foram de seu povo perdido. Um lugar de abundâncias e milagres, de onde veio sua voz e a sua Opá, sua tenda, sua casa andante, seu ventre compartilhado. “Zanoia recebeu de suas antepassadas a missão de rir de si mesma nas ‘sete direções’: Leste, Oeste, Norte, Sul, Acima, Abaixo e Dentro. Somente cumprindo essa missão, encontrará a dádiva-diamante escondida em seu corpo”, conta Lívia Falcão.

Provocação artística e direção em Palhaçaria: Andréa Macera / Dramaturgia e roteiro: Silvia Góes / Fragmentos de textos: Caetana (Moncho Rodriguez e Weydson Barros Leal), Esse Estranho Desejo (João Falcão), Divinas (Marcelo Pelizzoli, Samarone Lima e Silvia Góes) / Trilha Sonora: Composta com fragmentos das trilhas de Narciso Fernandes (Caetana), Siba e Gui Amabis (A Árvore de Júlia), Beto Lemos (Divinas e A Dona da História)

Caruaru

24/10 - 22h

Teatro Licio Neves

Sopro D'agua

Gabriela Holanda - Olinda

50' - 14 anos

Mulher, que não consegue se reter a sua imagem e identidade, derrete, transfigura- se em água e se dilui em chuva, rio e oceano infinito. Submergida na materialidade d’água-corpo-ambiente, a dançarina mergulha em fluxos que deságuam numa dança de estados corporais, memórias, imagens e mitos d’água. Na criação, a água é concebida como uma materialidade ancestral-geológica que transpassa e intercomunica corpos, tempos e espaços, sendo sustentada pela compreensão de que a mesma água que circula no corpo, transpassou e transpassará diferentes corpos e ambientes. 

Concepção: Gabriela Holanda / Direção: Daniela Guimarães / Dançarina: Gabriela Holanda /  Figurino e cenário: Gabriela Holanda / Direção Musical: Thiago Neves /  Músicos: Thiago Neves e Jam da Silva /  Videomaker: Tonlin Cheng /  Iluminação: Natalie Revorêdo /  Projecionista: Milena Marques 

Caruaru

25/10 - 20h

Teatro Rui Limeira Rosal

Meia Noite

(Orum Santana - Recife)
50’ - 10 anos

O espetáculo é sobre a relação de Orun Santana com a figura do mestre Meia-noite e sobre as relações entre esses corpos que o solo  vem compartilhar com o publico suas questões e problemáticas de construção identitária. Orun mergulha em seus processos formativos artísticos educacionais, abrindo questões sobre corpo e a memória, enquanto artista, educador, negro, periférico e em constante relação com as de seu pai.
O solo iniciou como um “re-enactment” (re-performance) do solo de capoeira do Mestre Meia- noite no espetáculo Nordeste do Balé 
popular do Recife e continuou como pesquisa posterior para a construção do espetáculo. É explorada a capoeira como elemento criador e motivador do movimento, construindo um procedimento de uso da memória corporal como elemento criador, dialogando dramaturgicamente na relação pai e filho, mestre e discípulo. São utilizadas dinâmicas que buscam construções de imagens e estados corporais como via de investigação em cena.

Intérprete-criador diretor: Orun Santana / Consultoria artística: Gabriela Santana / Assistente de Direção: Júnior Pereira Lima / Trilha Sonora: Vitor Maia / Iluminação: Natalie Revorêdo / Cenografia e figurino: Victor Lima / Produção: Danilo Carias (Criativo Soluções)

Caruaru

25/10 - 22h

Teatro Licio Neves

Das coisas dessa vida

(Ricardo Fagund - Bahia)
50’ - 12 anos

Com direção de João Miguel e atuação de Ricardo Fagundes espetáculo reflete sobre as adversidades e superações da vida.    Em seu mais novo trabalho nos palcos, João Miguel dirige o ator Ricardo Fagundes em “Das ‘coisa’ dessa vida...”. Com texto de Gildon Oliveira e canção-tema do personagem composta e interpretada por Rebeca Matta, o solo dá voz a Nalde, um artista que compartilha com o público suas histórias enquanto se arruma para uma performance. Interiorano e sonhador, ele recorda que desde criança sente prazer em se fantasiar e passar horas se apresentando para plateias imaginárias. Contudo, ao perceber os olhares e comentários repressores sobre seu comportamento, tenta se enquadrar nas regras sociais para não sofrer, até que um dia, percebe que não nasceu para agradar os outros, então decide ser ele mesmo e vai viver a vida que sempre desejou. “O personagem sai do seu interior e das catalogações impostas para poder existir”, declara João Miguel.

 

Direção: João Miguel / Texto: Gildon Oliveira / Atuação: Ricardo Fagundes / Cenário: Zuarte Jr / Iluminação: Luiz Guimarães / Canção-tema do personagem: composta e interpretada por Rebeca Matta, participação de João Miguel e arranjos de Luisão Pereira /  Assessoria de imprensa e redes sociais: Maurício Ferreira /  Produção: Contra Regra Produções

Caruaru

26/10 - 17h

Estação Ferroviária

Julieta Mais Romeu

(Grupo Asavessa de Teatro- Natal)
50’ - Livre

O Espetáculo “Julieta mais Romeu” traz um dos maiores clássicos de Shakespeare para o cenário do interior nordestino, em um universo da comédia popular e de rua, dando um novo olhar à obra. Envolta por canções, cantadas e tocadas pelos personagens, a peça é narrada por seis convidados da grande festa que celebra a trégua entre as famílias de Romeu e Julieta, os Montéquio e os Capuleto. Os narradores relembram toda a história do casal símbolo universal do amor eterno, dando um tom cômico às tragédias shakespearianas, através de ilustrações das cenas vividas e de “pitacos” na relação proibida dos dois. Discute-se o amor e os conflitos políticos que permeiam esse ícone da dramaturgia universal.

Direção: Paula Queiroz / Atuação: Deborah Custódio, José Medeiros, Caju Dantas, Gláucia de Souza, José Medeiros, Leo Ravir, Salésia Paulino /  Adaptação dramatúrgica a partir do texto de William Shakespeare: Camilla Custódio, Deborah Custódio, José de Medeiros / Cenografia:Fernando Yamamoto /  Direção musical: Caio Padilha /  Direção de movimento: Dudu Galvão /  Iluminação: Ronaldo Costa /  Figurino: André Martins /  Preparação Vocal: Mayra Montenegro /  Preparação Corporal: Thasio Igor /  Cenotécnica: Rogério Pereira /  Consultoria de Figurino: João Marcelino /  Consultoria de Encenação: Fernando Yamamoto

Caruaru

26/10 - 20h

Teatro Licio Neves

Antílope

(Flávia Pinheiro - Recife)
45’ - Livre

ANTÍLOPE é uma PERFORMANCE PARLANTE que aglutina uma série de experimentos com sensores , movimento e ruídos. fugir, escapar, sobreviver é o desafio deste ANTÍLOPE , deste solo, deste animal que desgarrado da manada busca encontrar sentido para sua condição humana . A pergunta sobre a sua verticalidade , sua contralateralidade, seus reflexos e padrões motores que o humanizam são os mesmos da natureza que o destroem.

Onde colocamos a cabeça? Como a orientação dos olhos nos torna predadores, caçadores , destruidores e peça fundamental no neoliberalismo que consome e habilita a cooptação de tudo. Apostar na dissonância e radicalidade de invocar o devir animal que não cessa de ser deslocar. Qual a conexão filogenética do Antílope que nos impulsiona para a nossa verticalidade humana?
Um curto circuito ontogênico na espécie que habilita a potência e a vitalidade no corpo, suas deformidades e alteridades.

Criação e performance: Flávia Pinheiro / Programação e ruídos: Leandro Oliván / Artista Sonoro: Yuri Bruscky / Pesquisadores: Leandro Oliván e Flávia Pinheiro / Coordenador da Pesquisa: Claudio Lacerda / Design Gráfico: Guilherme Luigi / Desenhos: Renato Valle