FETEAG
40 ANOS –
RENASCENDO SEMPRE

POR LEIDSON FERRAZ

 

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Nenhum festival de teatro em Pernambuco conseguiu reunir tantas atrações das mais variadas cidades do estado desde a sua criação. Numa vasculha aos programas do evento – que completa 40 anos em 2021, mesmo sem a periodicidade desejada –, é impressionante a quantidade de municípios participantes e, mais ainda, o número de escolas públicas e particulares que se fizeram presentes, com maioria absoluta da própria Caruaru, algo que lamentavelmente foi se perdendo com o correr das edições. Culpa do TEA? Não, mas da ausência de uma política educacional que favoreça a presença de professores de teatro nas instituições de ensino com condiçõe$ para produzir peças a cada semestre ou, ao menos, a cada ano.

 

Se por um lado esta demanda caiu, Fábio Pascoal, inteligentemente, soube agregar valor ao Festival, acrescentando atrações do restante do Brasil e até convidados internacionais. Isso trouxe provocações estéticas inegáveis e um salutar intercâmbio de ideias  vindas de contextos os mais diferentes; e o que era um festival nascido apenas para es timular e reunir a produção teatral voltada a jovens e crianças, ampliou-se para novos patamares. Caruaru virou, então, palco da exibição de uma cena para lá de instigante, ansiosamente aguardada, trampolim para renovar olhares e perspectivas. Impossível ficar imune ao Feteag!

 

Quando o evento surgiu em 1981, numa proposição da dupla Fábio Pascoal e Chico Neto, o Teatro Experimental de Arte, o grupo que o realiza, já atuava desde 1962, mas, como o seu próprio nome afirma, experimentou-se ainda mais numa aproximação necessária com o universo escolar. A intenção era favorecer, através de um festival com petitivo, o gosto pela atividade teatral na estudantada. Em parceria com o setor público de ensino, o incentivo ao aparecimento de arte-educadores se fez necessário e o número de monitores dirigindo espetáculos foi crescendo. Chegou-se ao ponto sonhado de dezenas de escolas da cidade terem um grupo de teatro se preparando para o Feteag! 

 

Paralelo a tal conquista, não faltaram oficinas de iniciação e reciclagem nas mais diver sas vertentes, com profissionais do Recife, inicialmente, e, no correr dos anos, de várias partes do mundo, como acontece até hoje. Do palco do antigo SESC, na rua Mestre Pedro, a programação cênica foi se espalhando à rua, praças, feira, shopping, estação ferroviária, no meio das lojas do centro e nos mais inusitados ambientes – de restauran tes à academia de letras e galpões –, indo muito além dos teatros Rui Limeira Rosal, João Lyra Filho, Lício Neves, Difusora e o Garagem Mamusebá, para citar as atuais casas de espetáculos do município.

 

Fica até difícil não se repetir nas invenções, mas a cada edição Fábio nos surpreende com novas parcerias, provocações e questionamentos. Especialmente desde que, para lelo à programação estudantil, sem o perfil competitivo e sim de mostra de espetáculos de todo o estado, o Feteag passou a receber trabalhos de perfil profissional. Na ponta do que de mais contemporâneo se faz no país, teve a ousadia de trazer a Pernambuco grupos como Lume Teatro (pioneiramente) e Teatro da Vertigem, isto sem falar no suíço-alemão Rimini Protokoll, só para citar alguns dos convidados.

 

Com curadoria de viés sempre renovado, as mulheres já ganharam destaque, assim como a cena preta, a experiência de se fazer solos, e, agora, as possibilidades de inte ração entre arte e ecologia. Ou seja, o Festival de Teatro do Agreste nunca é o mesmo,  renasce sempre! Por isso, ao celebrar 40 anos desde a sua criação, podemos esperar uma enxurrada de re-ligações com o teatro, a começar da presença do Grupo Sobrevento com a peça O Amigo Fiel, que nos remete ao tempo em que a criança era o foco primordial da iniciativa, com atenção à sua relação com a Natureza e a solidariedade; além de A Fé, trabalho de Gabriel Sá e Jô Albuquerque, dois  ncansáveis artistas, egressos da inquietude criativa cênico-musical do saudoso Vital Santos, um dos pilares da cena caruaruense no olhar ao seu próprio lugar.

 

Tenho certeza que o Feteag continuará a nos arrebatar e a ser essa antena moderníssima cravada no agreste pernambucano, falando a públicos plurais, de faixas etárias e seg mentos sociais os mais diversos, sobre esta arte cada vez mais necessária em momento de quase barbárie. É ela que nos impele a uma humanidade sensível, participativa e agregadora.

FICHA TÉCNICA

ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL (LIBRAS) - Lucas Emanuel

ASSESSORIA DE IMPRENSA - Eveline Alves e Paulo Nailson

ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO - Arthur Marinho, Daniel Gomes, Mayk Moura, Jackson Freire, Pedro Henrique Gonçalves, Rafael Dayon e Selma Borges

BILHETERIA: Camila Bastos, Erique Nascimento e Larissa Leão

COORDENAÇÃO DE ATIVIDADES FORMATIVAS - Marianne Consentino

COORDENAÇÃO E CURADORIA DO WEBINÁRIO: Gabriela Holanda

COORDENAÇÃO GERAL - Arary Marrocos

CURADORIA - Fábio Pascoal, Marianne Consentino e José Reis Neto

FOTOGRAFIA - Jorge Farias e Thais Lima

FILMAGEM - Gabriela Holanda, Jackson Freire e Thais Lima

LOCUÇÃO: Larissa Leão

MÍDIAS SOCIAIS - Tales Pimenta e Thiago Neves

PRODUÇÃO EXECUTIVA - Fábio Pascoal

PROGRAMAÇÃO VISUAL - Aurora Jamelo e Guilherme Luigi

WEBDESIGNER (Site) - Fabio Pascoal

PARCERIA

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APOIO

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PATROCÍNIO

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REALIZAÇÃO

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REALIZAÇÃO

Teatro Experimental de Arte
Rua Carlos Laet 352, Indianópolis
Caruaru - PE
CEP 55026 -145

+55 81 999642555
teateatro.caruaru@gmail.com



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